Licenciatura: Me vi Professora na Rádio Educativa, o relato de uma acadêmica

Em meio aos 20 e poucos anos pode ser normal surgirem questionamentos quanto às escolhas profissionais, comigo não foi diferente.

Pois é! no final de 2015, havia terminado uma faculdade de Bacharelado em Ciências Biológicas, estava com um diploma na mão mas com rumos profissionais ainda incertos. Me chamo Roberta e vou contar para vocês como me vi professora quando encontrei a Rádio.

“…havia terminado uma faculdade de Bacharelado em Ciências Biológicas, estava com um diploma na mão mas com rumos profissionais ainda incertos.”

Iniciando a Licenciatura

Iniciava o ano de 2016 e eu só sabia de uma coisa: amava Biologia.  Não me via longe disso, pois com ela eu sempre mantive viva em mim uma utopia de mudar o mundo.

Desde criança sempre quis salvar os animais, as plantas e todo o planeta. Mas confesso que, até então não sabia que poderia contribuir com a transformação dos pensamentos humanos. Isso mudou quando comecei a compreender o papel da educação dentro da sociedade.

Licenciatura

Então depois de mochilar uns dias pela região costeira do Uruguai e refletir sobre muitas coisas referentes ao mundo e sobre mim mesma, resolvi voltar aos estudos, complementando minha formação num curso de licenciatura.

Foi quando entrei no IFRS – Campus Sertão, aliás, já havia feito um semestre de licenciatura plena e essa experiência pode ter me feito acreditar,  até então, que aquilo não era para mim.

   “Sinceramente, só pensava que a Licenciatura poderia ser uma carta na manga em meio a crise e a falta de emprego no Brasil.”

Como me vi Professora pela primeira vez?

Isso tudo aconteceu na primeira disciplina de práticas de Ensino, foi quando tive meu primeiro contato com a rádio.

Minha turma criou o primeiro programete de Rádio chamado Biolife, que conta curiosidades sobre o mundo da Biologia.

Você deve estar se perguntando mas como isso fez ela se perceber professora?

Eu vou explicar…

Até ter o contato com a rádio e perceber esse espaço educativo, a minha ideia de professora era alguém falando, falando e falando e pessoas sentadas em filas ouvindo, ouvindo e ouvindo. Batia o sinal e todos iam embora.

“Percebi na rádio um novo espaço de aprendizagem.”

Meu processo de construção

O processo de construção do programa foi muito importante para entender a nova vivência educativa pela qual eu estava passando.

Inclusive a construção colaborativa do programete Biolife aconteceu mediante uma aprendizagem interdisciplinar com a disciplina de Prática de Ensino I e Inglês Instrumental.

Portanto, percebi que ao criar o roteiro do programa, desenvolvíamos autonomia na aprendizagem, o que se dava de uma forma leve e divertida.

Licenciatura

Além disso, pesquisando sobre assuntos referentes à educação,  encontrei diversas experiências que me identifiquei como: as metodologias ativas, a educomunicação, a pedagogia por projetos, entre outras. Esse conhecimento, aliado a algumas das disciplinas do curso de licenciatura, contribuiu para que hoje eu me veja apaixonada pela educação.

  “O estalo em minha mente surgiu na forma de um grito:

ISSO TAMBÉM É EDUCAÇÃO.”

Conclusão da experiência

Atualmente sou bolsista do Projeto Conexão, um dos meus trabalhos  é auxiliar os processos de aprendizagem na rádio, o que impacta na minha vivência acadêmica e consequentemente na educadora que vou ser.

A experiência na rádio está me tornando uma educadora que acredita na Educação como a principal forma de mudança social.

Desse modo busco ser uma profissional com um olhar humanístico, inclusive, que luta pelos direitos humanos, contra o racismo, o machismo, a LGBTfobia e todas as barreiras negativas que a sociedade nos impõe e que se reflete dentro das salas de aula.

  “Hoje me vejo professora de Biologia, e com isso tudo adquiri uma responsabilidade imensa: a de lutar pela vida, seja ela qual for.”